Nesta quinta-feira (14), Bagé reuniu entidades públicas e privadas, universidades, associações e grupos de classe para a apresentação da Assembleia Legislativa dos resultados do Pacto RS 25 “O Crescimento Sustentável é Agora”. Na oportunidade, o vice-prefeito de Bagé, Beto Alagia, defendeu a necessidade de políticas públicas que estabeleçam um parâmetro diferenciado sobre tributação e crédito para a promoção do desenvolvimento da metade Sul do Rio Grande do Sul.
Alagia entregou ao Deputado Estadual Pepe Vargas, que apresentou os resultados do Pacto RS, um documento com avaliação sobre as necessidades da região. “A metade sul tem que contar com incentivos para atrair investimentos para a região com crédito com juros mais baixos e prazos mais longos e impostos reduzidos, entre outras medidas que impulsionem o crescimento”, afirma.
No documento, Alagia ressalta que a Metade Sul do Rio Grande do Sul abrange cerca de 54% do território estadual, mas representa aproximadamente 16% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, abrigando cerca de 21% da população estadual, evidenciando uma disparidade econômica em relação à Metade Norte e à Região Metropolitana. Segundo Alagia, a região enfrenta desafios estruturais. “A carência de desenvolvimento industrial na metade sul do Rio Grande do Sul é um fenômeno histórico e estrutural que contrasta com a industrialização do norte do estado e regiões metropolitanas”.
O vice-prefeito ressalta que a característica econômica da região é baseada no setor primário especialmente a pecuária extensiva que, pela sua natureza, “não é geradora de emprego e distribuição de renda”. Como comparação o vice-prefeito cita a renda per capta de duas cidades em 2025. Na Metade Norte, Bento Gonçalves teve uma renda per capta anual de R$ 73.589 enquanto em Bagé foi de R$ 37.432. Estas duas cidades representam a média das duas regiões.
A Metade Norte, especialmente o eixo Serra/Região Metropolitana, tem um parque industrial mais robusto e diversificado, com maior valor agregado (indústria metal mecânica, moveleira, calçadista). Em função da falta de desenvolvimento econômico a Metade Sul apresenta altos índices de pobreza, comparáveis a regiões pobres do Nordeste.
A Assembleia Legislativa, através do Fórum Democrático, apresentou os resultados do Pacto RS 25, “O Crescimento Sustentável é Agora”. A atividade, coordenada pelo Deputado Pepe Vargas, aconteceu no São Nobre da Prefeitura e integra uma série de encontros promovidos em diferentes regiões do Estado para entregar os documentos a instituições públicas, entidades representativas, universidades, sindicatos e veículos de imprensa. O objetivo é compartilhar os resultados do amplo processo de participação social promovido pela Assembleia Legislativa, que reuniu presencialmente e de forma virtual mais de 50 mil gaúchos em debates sobre desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e reconstrução do Rio Grande do Sul.