A continuidade do projeto Fábrica de Gaiteiros em Bagé foi confirmada nesta terça-feira pelo secretário de Cultura, Zeca Brito, durante o evento “Diálogo na Cultura”, realizado no Instituto Municipal de Belas Artes (Imba). A manutenção das atividades por mais 12 meses será viabilizada por meio de recursos de emenda parlamentar da deputada federal Denise Pessôa.
Com o novo convênio já assinado, o projeto passa a ter duração assegurada até junho de 2027, além de ampliar sua atuação no município. A iniciativa seguirá atendendo na Casa de Cultura Pedro Wayne e passará também a oferecer atividades na Biblioteca Pública Otávio Santos. Outra novidade é a expansão para a zona rural, com atendimento em duas escolas da região das Palmas a partir do mês de abril.
O prefeito Luiz Fernando Mainardi destacou que a continuidade do projeto reforça o compromisso da gestão com a valorização da cultura no município, especialmente em iniciativas que formam novas gerações. “Ao garantir a continuidade e ampliar o trabalho da Fábrica de Gaiteiros, nós estamos investindo nas pessoas, na nossa identidade regional e no futuro da cultura em Bagé”, afirmou.
O secretário de Cultura, Zeca Brito, destacou a importância da continuidade e das novas frentes do projeto. “A Fábrica de Gaiteiros terá continuidade por mais 12 meses, graças ao recurso da deputada Denise Pessôa. É uma notícia muito importante, porque além de dar continuidade a esse trabalho, vamos ampliá-lo”, afirmou.
A titular da Secretaria de Educação e Formação Profissional (Smed), Cáren Castêncio, ressaltou o impacto da iniciativa para os estudantes do interior. “Quando soube que a proposta era levar a Fábrica de Gaiteiros para a zona rural, eu me emocionei. A gente conhece a realidade dessas escolas, sabe o quanto a cultura está presente na vida dessas crianças. E agora eles vão poder aprender um instrumento que faz parte da identidade deles. Isso vai marcar a vida desses alunos e de toda a comunidade”, destacou.
O projeto em Bagé
O projeto Fábrica de Gaiteiros, que se instalou na cidade em 2014, por meio do Instituto Borghetti, tem como missão incentivar o interesse pela gaita de oito baixos, promovendo inclusão social e capacitação para jovens gaiteiros. Sob gestão da Prefeitura de Bagé, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), a iniciativa utiliza instrumentos sustentáveis confeccionados em madeira de eucalipto. A coordenação local permanece a cargo do diretor teatral Sávio Machado.