Nos últimos anos têm sido observado um crescimento preocupante da comercialização de alimentos de origem animal produzidos de forma clandestina, ou seja, sem qualquer tipo de fiscalização ou inspeção sanitária por parte dos órgãos competentes.
Essa prática representa um risco significativo à saúde pública, uma vez que produtos como carnes, embutidos, leite, queijos, mel e derivados, quando produzidos fora de estabelecimentos regularizados, podem não seguir as normas sanitárias necessárias para garantir a segurança do alimento.
Os serviços de inspeção, como o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), têm justamente a função de acompanhar e fiscalizar as agroindústrias registradas, garantindo que todas as etapas de produção, desde a matéria-prima até o produto final, ocorram dentro das exigências sanitárias previstas em lei. Conforme a coordenadora do serviço em Bagé, a médica veterinária, Luana Lederhans, isso inclui controle de higiene, temperatura, qualidade da matéria-prima, armazenamento adequado, rastreabilidade e acompanhamento técnico.
“Consumir produtos oriundos de estabelecimentos inspecionados significa consumir alimentos que passaram por controle sanitário, protegendo não apenas o consumidor, mas também faz com que se valorize os produtores que trabalham dentro da legalidade e investem em qualidade e segurança alimentar”, destaca Luana Lederhans.
Por sua vez, como salienta a coordenadora do SIM, os produtos clandestinos, além de não possuírem nenhuma garantia sanitária, prejudicam os produtores regularizados e acabam por enfraquecer toda a cadeia produtiva local. Como frisa a médica veterinária, é fundamental que a população esteja atenta no momento da compra.
Luana aponta como ação primordial sempre verificar se o produto possui identificação de inspeção, como o selo do SIM, SIE (Serviço de Inspeção Estadual) ou SIF (Serviço de Inspeção Federal), que indicam que o alimento foi produzido em estabelecimento fiscalizado.
“A escolha consciente do consumidor é uma ferramenta importante na promoção da saúde pública e no fortalecimento das agroindústrias que trabalham de forma legalizada e responsável. Consumir produtos inspecionados é uma atitude que protege sua saúde, valoriza o produtor regular e contribui para o desenvolvimento seguro da produção de alimentos no município”, finaliza.