Boa safra da azeitona deve aumentar a produção de azeite de oliva
Deve começar em março a colheita da azeitona na região de Bagé. Para celebrar a cultura que está presente na região do Pampa gaúcho, a Prefeitura Municipal está organizando uma experiência completa do mundo da produção do azeite de oliva. O evento será realizado no dia 6 de março na Vila Toscana (BR 153, km 460, Bagé) e serão realizadas visitas ao pomar e lagar apresentando aos convidados todo o processo que é realizado, desde a colheita da azeitona até a extração do azeite nos lagares.
Segundo o vice-prefeito de Bagé e secretário do Desenvolvimento Econômico, Beto Alagia, “a programação é direcionada a agentes de turismo e da cultura e profissionais da comunicação, com o objetivo de estimular a criação de roteiros turísticos ligados à olivicultura, ampliando a visibilidade do setor e fortalecendo o posicionamento de Bagé no segmento do olivoturismo”.
Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), devem ser produzidos mais de 500 mil litros do azeite extra virgem no estado, o que indica uma boa safra em relação aos dois anos anteriores. Apesar do volume produzido, a produção não atende ao consumo nacional e motiva a importação de azeites de outros países. Atualmente o Rio Grande do Sul produz cerca de 75% da produção nacional. A forte expansão na região da Metade Sul coloca o Pampa como uma das regiões brasileiras com maior cultivo de oliveiras.
Segundo um dos organizadores do evento em Bagé, Heraclides dos Santos, na região compreendida entre Pinheiro Machado e Livramento, passando por Bagé, são aproximadamente 1.500 hectares plantados. Na região de Bagé, 10 lagares extrairão o azeite de oliva, “uma expansão em relação aos três que operaram na safra anterior”, ressalta. “Além disso, a produção tem se consolidado pela alta qualidade, com diversos rótulos premiados internacionalmente”, finaliza.
Também organizadora do evento, a secretária de Turismo de Bagé, Elidiane Lobato, salienta que o evento “celebra a riqueza da nossa terra, o trabalho dos produtores e o potencial do turismo rural em nossa região”. Ela acrescenta que além de celebrar a colheita, “queremos proporcionar vivências autênticas: conhecer os olivais, entender o processo de produção do azeite, valorizar a gastronomia regional e reconhecer o trabalho das famílias que fazem da terra sua história e sustento”, afirma.