O Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Bagé contará com tecnologia de escaneamento e impressão 3D para a confecção de próteses totais e coroas. Os equipamentos e insumos, avaliados em R$ 83.379,54, foram entregues na tarde desta quarta-feira, dia 16. O material foi destinado ao Município pelo Ministério da Saúde, a partir da articulação da Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência.
A chegada dos equipamentos marca o início da implantação do fluxo digital, mas a produção local ainda não começou. As equipes estão sendo capacitadas pelo Ministério da Saúde, inicialmente na modalidade online. Em breve, terá início a etapa prática presencial, voltada à utilização dos equipamentos e à organização da produção no serviço.
Atualmente, cerca de mil pessoas aguardam próteses dentárias na rede municipal. Com a produção própria, a expectativa é reduzir a fila e diminuir consideravelmente o tempo de entrega das peças, que hoje leva meses.
Para o prefeito Luiz Fernando Mainardi, a iniciativa representa uma oportunidade de ampliar o acesso à reabilitação odontológica. “A saúde bucal tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas. Com essa tecnologia, vamos fortalecer o atendimento pelo SUS e oferecer melhores condições de cuidado a quem precisa de uma prótese dentária”, destaca.
O secretário Gilson Machado ressalta que a implantação envolve a preparação das equipes e a organização do serviço. “Nosso foco é concluir a capacitação das equipes e incorporar essa tecnologia à rotina do CEO, com uma produção regular que permita avançar no atendimento da demanda acumulada no município”, afirma.
A coordenadora de Saúde Bucal, Ana Paula Reiniger, explica como a tecnologia será aplicada. “O scanner registra a arcada do paciente em três dimensões. Essas imagens permitem planejar a prótese no computador e encaminhar sua produção para a impressora 3D. Esse processo traz mais precisão e agilidade à confecção, além de proporcionar maior conforto ao paciente”, detalha.
O kit inclui scanner intraoral, impressora 3D, equipamento de lavagem e cura, notebook e nobreak, além de resinas e pigmentos suficientes para um ano de produção. A confecção na própria rede também deverá reduzir os custos municipais, com a aquisição de matéria-prima para produzir as peças e a menor necessidade de contratação de serviços terceirizados.