Cerca de 300 casas foram danificadas com evento climático
A Prefeitura de Bagé prossegue no atendimento à comunidade após o forte temporal registrado na segunda-feira (17). De imediato, ainda durante a madrugada da segunda-feira, secretarias municipais, sob coordenação da Defesa Civil, atenderam a diversos pedidos da comunidade, como colocação de lonas/ desobstrução de bueiros, bem como de canais de drenagem, para evitar aumento de pontos com alagamento, assim como a retirada de árvores que caíram com o vendaval.
Segundo o secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, Edegar Franco, foram montadas 14 equipes e que estão voltadas para o atendimento das demandas da comunidade, devido ao evento climático. “Começamos os atendimentos às 2h da madrugada de segunda-feira e fomos até a meia noite desta terça-feira (18). Hoje seguimos com as nossas ações, pois a previsão registra mais precipitações”, aponta Franco.
Segundo ele, das 18h de ontem até a meia-noite, já tínhamos atendido 41 solicitações de lona. Durante a tarde de segunda-feira, conforme a Defesa Civil, já se somava um total de 240 residências com danos causados pela chuva e que necessitavam de lonas. “Pelo que estamos analisando com as demandas desta manhã de terça-feira, devemos passar de 300 residências com prejuízos causados pela queda de granizo e o vendaval. O importante é que agora não estamos com pedidos represados”, complementa o gestor.
Monitoramento contínuo e atendimento a moradores
O secretário reforça que as atenções da pasta prosseguem direcionadas para ações que minimizem os impactos causados pelo temporal e as precipitações que continuam ocorrendo. Edegar Franco ressalta que, neste momento, duas obras que estavam previstas para serem concluídas neste período tiveram que ser adiadas. Uma delas é a finalização da reforma da ponte da rua São Carlos, no bairro Getúlio Vargas.
“Já terminamos a parede de retenção e fizemos o aterro. Falta a concretagem para entregarmos essa obra. O problema é que com o excesso de umidade de todas essas chuvas não tem como concluirmos essa etapa final. A mesma situação acontece com a instalação das galerias pluviais no bairro Narciso Suñe. Além da chuva, lá há o problema de ser uma passagem contínua de água, o que prejudica a finalização daquela ação. Nossa expectativa é que, assim que tivermos uma pausa dessas chuvas, possamos em uma semana concluir essas obras”, afirma o titular da Seinfra.
Locais interditados
Mesmo com uma precipitação menor do que a registrada na segunda-feira, a Prefeitura de Bagé ainda mantém locais interditados, tanto na área urbana quanto rural do município, devido ao excesso de água acumulada, fios caídos e árvores derrubadas.
Conforme a Defesa Civil e a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana os locais são: ponte Lagoão da Pedra; Passo do 11; rua Carlos Mangabeira (fio caído); rua Bem Te Vi (bairro Pedras Brancas, fio caído); rua Anita Garibaldi (bairro Estrela D’Alva, fio caído); rua Coronel Tavares (bairro Pedras Altas, fio caído); avenida Portugal (árvore caída) e barragem Emergencial (interditada).
Decreto de emergência
O coordenador da Defesa Civil, Hector Bastide, destaca que Bagé já se encontra em situação de emergência, desde o decreto publicado pelo prefeito Luiz Fernando Mainardi. Esse decreto já foi homologado pelo Governo do Estado e, em breve, deverá ser reconhecido pelo Governo Federal. A viabilidade do decreto é de 180 dias a contar do dia 20 de julho e foi motivado pela intensidade de ventos ocorridos no dia 17 e pelo expressivo volume de chuvas ocorrido entre os dias 17 e 20, sendo neste último, um acumulado de precipitação de 110 milímetros, o que agravou a situação do município, com alagamentos, enxurradas e interdição de vias.
Segundo Bastide, a Defesa Civil fará um registro de todas essas ocorrências no sistema S2ID, do Governo Federal (Defesa Civil nacional), mostrando que além do evento climático do dia 20 de julho, Bagé está sofrendo com outros eventos, como o ocorrido no dia 17 de agosto.
“No caso de Bagé, o decreto de chuvas intensas engloba os eventos climáticos que ocorreram desde a segunda-feira, dia 17, como o vendaval, a queda de granizo (de pequeno porte) e o expressivo volume de chuva. Os atendimentos que estamos realizando em residências, muitas já tinham sido acolhidas no dia 20 de julho, com a colocação de lonas e, agora estamos instalando novamente em muitos locais. Não temos nenhuma família desalojada ou desabrigada por essa situação”, salienta o coordenador da Defesa Civil.
O temporal também trouxe prejuízos no abastecimento de energia elétrica para moradores do interior e da área urbana de Bagé. Segundo dados divulgados pela CEEE Equatorial houve um total de 140 interrupções na distribuição de energia, impactando 619 consumidores, sendo a maioria de residentes na área rural do município.