Histórica na cidade, a fábrica de bueiros, em operação há mais de 40 anos, tem média de produção de mil peças ao mês. No local são produzidos bueiros de duas bitolas, de 40 e de 60 cm de diâmetro, que são os mais usados nas obras pela cidade.
A fábrica mantém um estoque para atender emergências e conta com a atuação de oito servidores fixos, lotados na Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra). A produção, porém, atende não somente a demanda da Seinfra, como da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb).
Responsável pelo local e servidor há mais de 35 anos, Nei Valdo Ferreira explica que bueiros de outros tamanhos (80 e 1,20 cm de diâmetro) também são utilizados, ainda que em menor escala, e, por isso, o município precisa de licitação para aquisição. “Os fabricados aqui são os mais utilizados mas, em algumas vezes, outros tipos são necessários e precisam de licitação, como bueiros de 80 e 1,20 cm de diâmetro”, explica, detalhando que o tamanho adequado depende do fluxo de água onde serão colocado os bueiros.
A rede pluvial de algumas ruas que são preparadas para pavimentação também gera uma grande demanda, como foi o caso da Professor Caggiano, no bairro Getúlio Vargas, onde foram colocados 140 bueiros. “Quando fazemos o pluvial com a equipe do setor de obras da Seinfra, baixamos o custo final da contratação da obra de pavimentação, podendo ampliar assim o trabalho que busca expandir a área pavimentada em Bagé”, aponta Edegar Franco, secretário da pasta.
As equipes agora trabalham no pluvial da rua Marcílio Dias, no bairro Castro Alves. “Esse trabalho gera uma grande demanda, o que nos faz recorrer ao processo licitatório da Prefeitura, já que além dessa frente de pluvial, tem toda a demanda de contribuintes, do fluxo normal de drenagem das águas que precisamos fazer pra evitar os alagamentos”, explica.