A Secretaria Municipal de Turismo de Bagé está desenvolvendo, em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), um projeto voltado ao mapeamento tecnológico do patrimônio histórico e arqueológico do município. A iniciativa prevê o uso de métodos geofísicos não invasivos no Forte de Santa Tecla e no entorno da Catedral de São Sebastião para identificar possíveis vestígios arqueológicos e ampliar o conhecimento sobre a história do município.
O projeto, estruturado por meio de convênio e com participação do curso de Geologia, vai reunir técnicas de prospecção geofísica para investigar características do terreno e identificar possíveis estruturas soterradas e vestígios arqueológicos, sem a necessidade de escavações nesta etapa. Entre os métodos previstos estão o uso de georradar, magnetometria e outros equipamentos de mapeamento, conforme a viabilidade técnica de cada área.
Os levantamentos deverão permitir a coleta de dados e a elaboração de mapas digitais georreferenciados, registrando possíveis alterações no subsolo que mereçam investigação posterior. Os resultados poderão subsidiar novas pesquisas especializadas e orientar eventuais ações arqueológicas, mediante avaliação técnica e obtenção das autorizações necessárias.
No Forte de Santa Tecla, o mapeamento poderá contribuir para aprofundar o conhecimento sobre a configuração da antiga fortificação, suas estruturas e as transformações ocorridas ao longo do tempo. Já no entorno da Catedral de São Sebastião, os estudos poderão auxiliar na identificação de possíveis vestígios relacionados à ocupação histórica da área e à existência de vestígios dos combates no período da Revolução Federalista.
Para o secretário municipal de Turismo, Gustavo Andrade, a parceria representa uma oportunidade de integrar ciência, preservação patrimonial e desenvolvimento turístico. “Estamos buscando utilizar a tecnologia e o conhecimento científico para ampliar o que sabemos sobre lugares fundamentais para a história de Bagé. A parceria com a Unipampa permite investigar essas áreas por meio de métodos não invasivos, contribuindo para o reconhecimento de possíveis vestígios e para a valorização do nosso patrimônio. Esse conhecimento poderá abrir novas perspectivas para o turismo histórico e cultural do município”, destacou.
Com a iniciativa, a Secretaria Municipal de Turismo pretende avançar na documentação e valorização dos bens históricos de Bagé, fortalecendo o turismo cultural e ampliando o reconhecimento do município como um território relevante para a história das missões, das disputas de fronteira e da formação do Rio Grande do Sul.