Ocorreu nesta sexta-feira (17), no Palacete Pedro Osório, o 8º Encontro Municipal de História, promovido pelo Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda (NPHTT), em parceria com o Executivo Municipal e diversas entidades e empresas. O evento reuniu historiadores, pesquisadores, autoridades e público em geral para debater os 250 anos do Forte de Santa Tecla, um dos principais marcos históricos da Campanha Gaúcha.
A abertura contou com a presença do prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi; do vice-prefeito, Beto Alagia; do secretário municipal de Turismo, Gustavo Andrade; do secretário municipal de Cultura, Zeca Brito; do presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda (NPHTT), Jaime Barbosa Viviam Junior; do cônsul do Uruguai em Bagé, Brian Oscar Rodríguez; do reitor da Urcamp, Guilherme Cassão Marques Bragança; do representante da Unipampa, Eduardo Palmeira; do representante da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, major Nero Parreira de Jesus; de representante da Sociedade Portuguesa; além de demais autoridades e convidados.
Pela manhã, a conferência de abertura foi ministrada pelo presidente do NPHTT, Jaime Barbosa Viviam Júnior, com o tema “O NPHTT e o Forte de Santa Tecla”, seguida da apresentação do vídeo do Memorial do Gaúcho, conduzida pelo historiador Flávio Cantão.
Durante a tarde, a programação contou com as palestras de Ademilson Zanini, que falou sobre os Campos Neutrais; de Júlio Quevedo, que abordou o tema “De Posto Missioneiro de Santa Tecla a Forte”; de Marcos Hernandez, com a palestra “Santa Tecla: marco estratégico para a Espanha”; e de Waterloo Pereira Filho, que apresentou o tema “Organização territorial da fronteira meridional do Brasil no século XVIII: a inserção do Forte de Santa Tecla na dinâmica espacial da região platina”.
Para o presidente do NPHTT, Jaime Barbosa Viviam Júnior, a realização do encontro na data em que Bagé celebra seus 215 anos reforça a importância de preservar a memória do município. “Neste exato dia em que Bagé comemora 215 anos, estamos reunidos para discutir e preservar a sua história, moldada pela coragem, pela resiliência e pela força de um povo que carrega a identidade da fronteira. Ao escolhermos como tema do 8º Encontro Municipal de História a conquista do Forte de Santa Tecla, resgatamos um dos episódios mais marcantes da formação da nossa cidade”, completou.
O secretário municipal de Turismo, Gustavo Andrade, destacou a importância do debate. “Conhecer a história do Forte de Santa Tecla é compreender parte da formação da nossa identidade e fortalecer o turismo histórico e cultural de Bagé. Eventos como este aproximam a comunidade desse patrimônio e incentivam sua preservação, ainda mais no dia em que Bagé completa seus 215 anos”, afirmou.
“É uma grande satisfação participar deste momento de reflexão sobre a nossa história. Debater o Forte de Santa Tecla é revisitar um patrimônio que marcou a formação da nossa região e compreender a importância que ele tem para a identidade de Bagé e da fronteira. Saímos daqui com o desafio de preservar essa memória e de valorizá-la para que todos compreendam a relevância desse legado histórico”, disse o chefe do Executivo, Luiz Fernando Mainardi em seu discurso.
A programação do encontro será encerrada na noite desta sexta-feira, no Museu Dom Diogo de Souza, com a abertura da exposição alusiva aos 250 anos do Forte de Santa Tecla.