A 14ª Galponeira de Bagé recebeu 506 músicas inscritas por compositores de mais de 50 municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Uruguai. O festival será realizado nos dias 4, 5 e 6 de setembro, no Largo do Centro Administrativo.
A quantidade de trabalhos inscritos demonstra o alcance da Galponeira no cenário da música regional e amplia a representatividade de diferentes territórios ligados à cultura do Pampa.
O prefeito Luiz Fernando Mainardi avalia que a quantidade de inscrições confirma o prestígio da Galponeira e a retomada do protagonismo cultural de Bagé. “Esse número de composições inscritas nos orgulha muito. Isso mostra que a Galponeira voltou com força. É um festival que abre espaço para novos talentos, valoriza a música nativista e coloca Bagé novamente em evidência como uma cidade rica em história, tradição e cultura”, afirma.
O secretário municipal de Cultura, Zeca Brito, destaca a diversidade de artistas, ritmos e lugares representados nas inscrições. “Bagé será palco do maior espetáculo da música regional. Um festival nascido aqui e cultivado por nós para receber os maiores talentos da América Latina, se consolidando como espaço fundamental da cultura gaúcha”, destaca.
Participação local e alcance internacional
Bagé, cidade anfitriã do festival, concentrou 57 das 506 músicas inscritas. Conforme o regulamento, sete das 14 composições selecionadas deverão ter pelo menos um autor natural ou residente no município. As obras da categoria local serão apresentadas na primeira noite da Galponeira, em 4 de setembro.
As inscrições vieram de mais de 50 municípios, com ampla participação de artistas da Campanha, Fronteira Oeste, Região Central, Missões, Serra Gaúcha, Região Metropolitana e Litoral Norte.
Entre as cidades com maior número de trabalhos inscritos estão Santa Maria, Bagé, Dom Pedrito, Porto Alegre, São Gabriel, Rosário do Sul, Pelotas, Alegrete, Cachoeira do Sul, Passo Fundo, Cruz Alta, Ijuí e Caxias do Sul.
O festival também recebeu composições de Santa Catarina, enviadas por participantes de Itajaí, Balneário Camboriú, Chapecó, Joinville, Lages, Timbó e Gaspar. Do Uruguai, foram inscritas obras de localidades como Salto, Melo e Cerro Largo, reforçando o caráter transfronteiriço da Galponeira e sua ligação com a cultura do Pampa.
Ritmos inscritos
A milonga foi destacada como o gênero mais recorrente entre as inscrições, representando aproximadamente metade de todas as obras submetidas (cerca de 250 composições).
Em seguida aparecem a chamarra e o chamamé, dois ritmos profundamente ligados à tradição musical da fronteira. Também tiveram presença significativa a vaneira e o rasguido doble, além de gêneros como chacarera, zamba, polca, valsa, mazurca, bugio, chimarrita e candombe.
Seleção e premiação
A Comissão de Triagem e Julgamento será formada por representantes do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA), da Associação de Amigos do IMBA, da Universidade da Região da Campanha (Urcamp) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Cada uma das 14 músicas classificadas receberá ajuda de custo de R$ 3,5 mil para participação no festival.
A composição vencedora receberá R$ 8 mil. O segundo lugar terá prêmio de R$ 5 mil e o terceiro, de R$ 3 mil. Também serão entregues prêmios de R$ 1 mil nas categorias Melhor Intérprete, Melhor Instrumentista, Melhor Letra, Melhor Melodia, Melhor Arranjo e Música Mais Popular.