Com o clima ainda de temperaturas altas e precipitações ocasionais, os riscos de proliferação do Aedes aegypti prosseguem. Dessa forma, a Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, por meio da Vigilância em Saúde, prossegue nas ações de controle e combate ao mosquito.
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Luciane Lucas, nos dois primeiros meses do ano, o serviço realizou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) para identificação de focos do mosquito, foi realizada a eliminação de criadouros nos bairros, bem como orientação aos moradores sobre os cuidados necessários para impedir a proliferação do inseto.
Agora, a partir da próxima semana, será realizado um estudo junto com a 7ª Coordenadoria Regional de Saúde para colocação de ovitrampas pela cidade. “Ovitrampas são armadilhas que os agentes deixam em lugares para a captura de ovos do mosquito. Essas armadilhas são recolhidas cinco dias após a instalação delas. As ovitrampas servem para que possamos fazer leitura de infestação de áreas abrangidas”, destaca a coordenadora.
Atualmente, são mais de 20 pontos estratégicos em Bagé que recebem tratamento para evitar proliferação do mosquito. Luciane explica que são considerados como pontos estratégicos ambientes que concentram grande quantidade de recipientes, capazes de acumular água parada. “Esses pontos estratégicos são como borracharias, oficinas mecânicas, ferros-velhos, recicladoras, depósitos de sucata, cemitérios, garagens de ônibus e caminhões, além de obras e pátios com materiais expostos”, detalha.
A coordenadora também destaca que, em comparação com o ano passado, há seis casos notificados pela Vigilância Epidemiológica para dengue, sendo cinco descartados e um em análise. No ano passado, nesse mesmo período, havia seis notificações, com um resultado positivo.