O Festival Internacional de Cinema da Fronteira, promovido pela Prefeitura de Bagé por meio da Secretaria de Cultura, deu início à sua 17ª Mostra Regional com um movimento de retorno às origens. Antes das luzes se apagarem para as primeiras projeções, o evento promoveu uma imersão histórico-cultural no Museu Dom Diogo de Souza, conectando diretores, jurados e convidados à identidade visual e documental da Rainha da Fronteira.
Para o Secretário de Cultura e diretor artístico do Festival, Zeca Brito "a escolha do museu como ponto de partida reforça o conceito de que o cinema contemporâneo é fruto da preservação da memória. Este dia aqui é um dia histórico. Todos vocês fazem parte da nossa história hoje, amanhã e depois de amanhã", afirmou.
A visita guiada permitiu que os realizadores compreendessem o valor do patrimônio local. Maria Luiza Pêgas, gestora do museu, ressaltou a importância de manter o acervo vivo. "Este museu aqui, ele tem uma grandiosidade; ele tem acervos da região toda. Com isso, ele faz com que as pessoas compreendam, entendam, que a memória é para ser realmente preservada, mas a memória da preservação à vida".
A continuidade desse trabalho educativo foi reforçada pela gestora Carmen Barros, que lembrou o impacto social da instituição. "Estes museus são mantidos pela Fundação Attila Taborda. Nós recebemos muita criançada, muito estudante durante o ano inteiro".
Um dos pontos altos da imersão foi o contato com obras do Museu da Gravura Brasileira, que ocupam temporariamente o complexo cultural do Dom Diogo. "Como o Museu da Gravura Brasileira também está com uma reforma, já está quase pronto, então nós mantemos aqui um pouco do acervo do Museu da Gravura Brasileira", explicou Carmen Barros.
Apoio Institucional
A 17ª Mostra Regional do Festival Internacional de Cinema da Fronteira conta com o apoio da Urcamp (Centro Universitário da Região da Campanha), Unipampa (Universidade Federal do Pampa), IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense - Câmpus Bagé) e Associação Pró-Santa Thereza.