A Prefeitura de Bagé, por meio da Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, informa que o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) foi concluído e os dados obtidos já foram analisados.
O LIRAa é uma ação de levantamento que tem como objetivo mapear as regiões do município com infestação do mosquito que pode transmitir dengue, zyka e chikungunya. Conforme a coordenadora da Vigilância em Saúde de Bagé, Luciane Lucas, o levantamento iniciou em 12 de janeiro e foi realizado por 15 agentes que identificaram as áreas de risco.
De acordo com ela, essas áreas com foco positivo são os bairros: Ivo Ferronato; Getúlio Vargas; Pedra Branca; Industrial; Castro Alves; Tiaraju; Vila Gaúcha; Centro; São Jorge e São Domingos.
“Foram visitados 1759 domicílios. Com os dados obtidos e, posterior análise, chegamos a esse mapeamento das zonas de risco. Desse quantitativo tivemos a constatação de 19 residências com a presença do mosquito”, detalha Luciane.
A coordenadora ressalta que, a partir dessa identificação será intensificado o levantamento, bem como das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.
Índice de Infestação Predial registra aumento
Com o levantamento realizado pelo município, Bagé saiu do Índice de Infestação Predial de baixo para médio. No índice o município estava em 0,8% e agora está em 1,1%. De acordo com o Ministério da Saúde, o índice atual é de alerta. Acima de 3.9% a situação indica risco de surto.
Dessa forma, para evitar que o índice aumente, a coordenadora enfatiza a necessidade de a população colaborar com ações simples para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti em Bagé.
Tais como dedicar 10 minutos por dia para manter seus pátios limpos e deixar acesso livre para visita de agentes de endemias a suas residências. “Também é importante que as pessoas usem repelentes e, em caso de suspeita de dengue, procurar com urgência um médico”, frisa Luciane Lucas.
O prefeito em exercício, Beto Alagia, reforça a importância da população auxiliar no controle e combate ao mosquito Aedes aegypti. “Estamos no período de maior risco para transmissão do mosquito e o levantamento aponta uma situação de maior atenção a todos. Portanto, pedimos a colaboração da comunidade para que evite o acúmulo de água em recipientes e permita também que os profissionais possam verificar e agir nesses locais com focos positivos para o mosquito”, declara Alagia.