Símbolos municipais

São símbolos do município de Bagé: a bandeira, o brasão, o hino, a flor de corticeira, a árvore coronilha e a ave tajá ou chajá.

Bandeira


Em 17 de dezembro de 1963 o Presidente da República João Belchior Marques Goulart deveria visitar Bagé, para inaugurar a nova adutora, destinada a ampliar o sistema de abastecimento de água. Na oportunidade seria inaugurada uma placa alusiva, na Hidráulica Municipal. Exercia as funções de Diretor Geral da Prefeitura Municipal o Prof. Boaventura Mielle da Rosa, que entendeu se devesse utilizar um símbolo municipal para o descerramento da placa.

Dr. Tarcísio Taborda como idealizador do Brasão de Bagé, foi consultado e sugeriu que se ampliasse esse emblema sobre um retângulo irregular de cor branca, formando, assim, uma bandeira.

Coube a Sapiran Brito confeccionar essa primeira bandeira de Bagé.

A partir de então esse emblema passou a ser desfraldado em muitos eventos cívicos.

Querendo institucionalizar a Bandeira de Bagé, e aproveitando, a disposição da Emenda Constitucional nº 1 , de 17 de outubro de 1969, que pela primeira vez se referia expressamente ao uso de símbolos locais, o vereador lolando Maurente apresentou projeto de Lei, que foi aprovado em 5 de outubro de 1972, surgindo, assim a Lei Municipal nº. 1.706.

Hino
Por ocasião das comemorações do Centenário da elevação de Bagé a Comarca e Cidade (1958 -1959), foram promovidas muitas celebrações, e o poeta Hipólito Lucena compôs um poema que denominou “Hino à Cidade de Bagé”, musicado pelo maestro Vitor Neves.

Em 10 de dezembro de 1958, Hipólito Lucena encaminhou ao Prefeito Municipal, em exercício, Dr. Luiz Maria Ferraz, Presidente da Câmara de Vereadores, o seguinte ofício:

“Nesta data estou remetendo à Comissão Central e Executiva dos Festejos do Centenário de Bagé, o HINO À CIDADE DE BAGÉ, cuja letra e música deposito nas mãos de V S. para que também tome conhecimento da iniciativa nossa, em colaboração com V.S. e para que fique, nessa Prefeitura, se for oficializado o trabalho”.

Noticiou o Correio do Sul que o Prefeito Municipal, havia oficializado o “Hino à Cidade de Bagé” e teve divulgação o seguinte texto do Decreto alusivo, datado de 22 de dezembro, de 1958:

“O Dr. Luiz Maria Ferraz, Prefeito Municipal de Bagé em exercício, no uso de suas obrigações legais,

Considerando que o Hino de Bagé composto pelo Maestro Vitor Neves, com letra do poeta Hipólito Lucena, retrata o passado e os anseios de Bagé;
Considerando que esse hino deve ser cantado por toda a população durante os festejos do Ano do Centenário;
Considerando que é de alta significação na vida de um povo, tais composições lítero-musicais;
Considerando, enfim, que Bagé não possui ainda Hino Municipal:

DECRETA:

Artigo único – Fica oficializado o Hino de Bagé, composto pelo Maestro Vitor Neves, com letra do poeta Hipólito Lucena, revogadas as disposições em contrário”.
Embora não localizados nos livros de Decretos e Leis Municipais o ato de oficialização do “Hino de Bagé”, é certo que desde 1958 ele vem sendo cantado nas festas cívicas que se realizam no município.
Hino à cidade de Bagé
Letra – Hipólito Lucena
Música – Vitor Neves

Dos teus campos a linda verdura
Mostra a força, a grandeza, a pujança,
E na guerra, demonstra bravura
O teu filho, empunhando uma lança!
Ribombou no teu seio o canhão
Dos combates gravados na História!…
Revivemos, da glória, a canção.
Sons de sinos dobrando vitória

II
Estribilho
Em teu seio nasceram heróis
Que souberam honrar ao Brasil!
A grandeza da Pátria constróis,
Minha Terra, Bagé Varonil.

III
Junto ao cerro das bandas do Sul,
Tu te estendes alegre, garrida,
Minha terra, de céu tão azul,
Sentinela da Pátria querida!…

és rainha, sustentas a palma
De que tanto me orgulho e me ufano!
Retempero meu corpo e minh’alma
Ante o sopro feroz do minuano!…

IV
Estribilho
Em teu seio nasceram heróis,
Que souberam honrar ao Brasil!
A grandeza da Pátria constróis
Minha Terra, Bagé Varonil

Ouvir o Hino

Brasão
Por ocasião das celebrações do bi-centenário de nascimento de Dom Diogo de Souza, Tarcisio Taborda sendo vereador, a Câmara Municipal idealizou um brasão para o Município de Bagé, uma vez que norma constitucional consentia a adoção de símbolos municipais.

Depois de haver feito a montagem dos elementos e a descrição da peça, teve a colaboração do Prof. Walter Spalding, historiador e heraldista, que colocou o material em linguagem heráldica, passando ao artista plástico Irio Malafaia, a elaboração do desenho e arte final.

Em 1º de abril de 1955, submeteu à Câmara Municipal de Vereadores o projeto de lei adotando o símbolo do Município.

Aprovado, o projeto foi submetido á sanção do Prefeito Municipal de Bagé, Prof. Frederico Petrucci, transformando-se na Lei Municipal nº. 548.

Brasão português, partido em faixa, de azul e prata. No campo superior, que é azul, está uma ponta de fortaleza, lembrando Santa Tecla, ponto onde se travaram as primeiras lutas para a incorporação deste território á comunhão brasileira. Lembra, ainda, a origem militar da cidade. Os cerros de Bagé, no campo inferior, que é de prata, são de cor verde, representam a terra dadivosa e a referência geográfica adotada como denominação do acampamento que lhe deu origem. Esse conjunto está encimado, por uma coroa mural de ouro, de quatro torres, que em heráldica designa uma cidade grande e fortificada. Sob esse conjunto, um listel vermelho faz a inscrição: “1811-Bagé”, ano de fundação da cidade.

O conjunto de esmaltes e metais, relembram as cores nacionais e riograndenses, sendo que a lealdade do povo bageense às instituições, está representada pelo azul; a prata designa o seu caráter nobre e altivo; o verde diz da fertilidade e riqueza dos nossos campos; o ouro, o ardor e a força dos filhos de Bagé; o vermelho, a coragem e generosidade, tantas vezes demonstradas pela gente de Bagé, no oferecimento de seu sangue para a defesa da Pátria.

Entendendo ser necessária a regulamentação do uso do Brasão de Bagé, o vereador lolando Machado, em 3 de agosto de 1978, apresentou projeto de lei estabelecendo que todo o material de expedição de uso dos órgãos dos poderes executivo e legislativo do Município, deviam ser encimados com aquele símbolo, assim como os veículos te-Io-iam nas partes laterais, pintado em cores com a indicação do órgão a que estiverem vinculados.

O projeto foi debatido na Câmara Municipal de Vereadores, e com parecer das Comissões Técnicas, foi aprovado em 11 do mesmo mês e ano, para ser transformado na Lei Municipal nº. 1.968.