Cidades da região decidem recorrer da bandeira vermelha

Atualmente, o Estado determina a situação de cada região do Rio Grande do Sul por meio de bandeiras que indicam o risco de contaminação por Covid-19, considerando as estatísticas de cada local, como número de pessoas infectadas, leitos disponíveis e óbitos. A cada sexta-feira, a análise é divulgada e, no dia 24, pela primeira vez, a região onde Bagé está situada foi considerada bandeira vermelha.

Após reunião realizada de forma virtual com prefeitos e autoridades da região, decidiu-se recorrer da classificação da cor que o Estado determinou para os municípios, o que sugere o fechamento do comércio não essencial e uma série de outras restrições. Após ampla análise, o grupo verificou os dados de cada cidade e entendeu que a situação está controlada e que a cor laranja seria a mais justa. Sendo assim, decidiram enviar documento solicitando a mudança, já que o Estado confirma ou altera a classificação a cada segunda-feira. Somente o município de Candiota foi contra a maioria. Lavras do Sul, Dom Pedrito e Aceguá reforçaram o pedido com moções de apoio à decisão.

Com a decisão tomada, Bagé tomou a frente com o procurador jurídico Igor Palomino, a secretária de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Deise Quadros; e o integrante da Procuradoria Geral do Município, Álvaro Lara. O grupo destacou que o primeiro óbito ocorreu no dia 13, mas foi computado somente no dia 18, o que certamente influenciou na decisão da Secretaria Estadual de Saúde.

Além disso, foi esclarecido no recursos que Bagé, que é a principal cidade da região em questão, está somente com 7% dos leitos de Covid-19 ocupados, um número considerado baixo. Além disso, desde o começo da contaminação no Rio Grande do Sul, a região computou apenas cinco mortes, um número considerado baixo frente as mais de 1500 mortes ocorridas no estado.

O prefeito de Bagé, Divaldo Lara, reforça os argumentos. “Desde o início da contaminação, tomamos todas as decisões rapidamente. Realizamos fechamento do comércio, toque de recolher, vacinação em massa, testagens, montamos o hospital de campanha e monitoramos os infectados. Mesmo que, atualmente, tenhamos um número grande de casos ativos, a maioria é assintomática e temos grande capacidade hospitalar para receber possíveis pacientes”, garantiu o chefe do executivo. “Diante do alto controle que estamos tendo, consideramos que os indicadores devem ser reanalisados para que possamos retornar à bandeira laranja”, concluiu Divaldo.

O coordenador regional de Saúde, Ricardo Necchi, também manifestou opinião. “Os dados apresentados são reais, tenho convicção que vamos retornar para bandeira laranja, embora os indicativos dos últimos dias nos levem a crer que a situação está agravando e que medidas que façam com que as pessoas permaneçam em casa fora do horário de trabalho terão que ser tomadas”, avaliou.