Projeto de arborização urbana inaugura QR Codes na Praça da Estação

Foto: Rodrigo Sarasol

Na tarde desta terça-feira (23) foi realizada a inauguração do programa “Arborização Urbana: cidadania e sustentabilidade socioambiental”, na Praça da Estação. O projeto, conforme a coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção ao Bioma Pampa (Semapa), Milena Hecht, teve sua origem através de iniciativa da sociedade civil que preocupada com a histórica falta de conservação das árvores existentes no meio urbano, assim se desencadeou um movimento que uniu diversos segmentos que impulsionaram o poder público a tomar atitudes para a recuperação do parque arbóreo de Bagé. Ao todo, são 27 QR Codes no espaço.

O programa, relata Milena, “Arborização Urbana: Um exercício de cidadania e sustentabilidade socioambiental” é uma iniciativa da sociedade civil, que busca impulsionar o poder público a tomar atitudes e investir em políticas de gestão ambiental, através de conservação e cuidados com as árvores do município. Buscando uma gestão compartilhada da arborização urbana e sustentabilidade ambiental, instituições de ensino superior, ONGs e poder público, uniram forças para implantar junto à comunidade uma nova cultura de relação com o ecossistema urbano.

Assim, aponta a coordenadora, numa perspectiva de gestão da arborização urbana responsável e compartilhada, comprometidos com a integração social e sustentabilidade ambiental, instituições de ensino superior, ONGs e apoio do poder público, uniram forças para implantar junto à comunidade uma nova cultura de sustentabilidade através do ecossistema urbano. Iniciado em Bagé no ano de 2014 com o projeto de pesquisa “Inventário da Arborização Urbana”, foi ampliado em 2016 com ações de educação ambiental, tendo a inserção da rede de ensino. Ganhou destaque pelo aspecto da inovação tecnológica a baixo custo, com o uso do QR CODE para a identificação das árvores..

Em 2018, o programa volta-se para o resgate histórico relacionando as árvores e seu significado para o desenvolvimento da cidade, considerando que a vegetação é um dos componentes mais expressivos da paisagem urbana e desempenha um papel fundamental para compor e qualificar a cidade.
Diferencia-se dos demais projetos de educação ambiental por não implementar apenas ações de plantios de árvores, mas principalmente por impulsionar para a conservação e manutenção das existentes e consolidadas.

Conforme Milena, desde o início, a Semapa participou da identificação das espécies arbóreas, por meio do inventário arbóreo, que o grupo do projeto “Arborização urbana, cidadania e sustentabilidade socioambiental” realiza na cidade, e sempre a Unipampa é parceira em evento ambientais da Semapa. “Esse projeto começou na gestão anterior, mas ano passado durante a Semana do Meio Ambiente, foi entregue a coletânea dos dados do inventário arbóreo da cidade das 10 praças que foram inventariadas no município. Depois disso, foram feitas as outras etapas do projeto, como a elaboração do QR Code da Praça da Estação, a qual nós pretendemos que seja a primeira de diversas praças, inclusive nós queremos incluir o inventário do bosque”, comenta.

O QR Code, explica Milena, consiste em baixar o aplicativo no celular, e ir na praça. “Qualquer pessoa que queira pode ir até a árvore que tenha essa identificação para a leitura do aplicativo. No momento que essa pessoa fizer a leitura, ela vai ter acesso às principais informações daquela árvore, dessa forma a gente visa aproximar mais a comunidade da arborização urbana, pra que elas possam conhecer mais o nosso projeto e interagir com as praças da nossa cidade, assim preservando mais toda a natureza do nosso município”, relata. A Semapa, completa a coordenadora, tem realizado diversas ações em prol da arborização urbana, contando com uma equipe voltada somente para este trabalho. Esse projeto, ressalta Milena, não teve custo nenhum nem para a Unipama, nem para a prefeitura, pois parceiros que compraram a ideia, custearam a confecção das placas e da principal, que tem o mapa do QR Code.

Para a coordenadora do projeto, Kétleen Grala, este projeto tem o diferencial de fazer com que as pessoas percebam o ambiente do seu entorno e a relação com a arborização, de modo a tornarem-se sensíveis para a preservação desse patrimônio ambiental que tem grande relevância para nossa qualidade de vida, e que pela falta de cuidados adequados, tem sido frequentemente dilapidado. “A partir do despertar para esses cuidados e preservação das árvores existentes, podemos ter um lugar muito melhor para se viver”, destaca.

A professora Elizabeth Borba, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Fundação Bidart, os alunos do espaço desenvolvem oficina no turno inverso das aulas, então são crianças e adolescentes que participam das atividades, assim como alunos de outras escolas. “Achei bem importante esse projeto como pessoa, pois comecei a observar as árvores com os olhos da alma. Além da experiência artística, pois através da arte os alunos exercem sua cidadania, é o teatro na educação. Não desejo formar artistas, mas sim pessoas melhores para a sociedade”, acrescenta.

Para a aluna da Escola Estadual de Ensino Fundamental Félix Contreiras Rodrigues, Ester da Silva, 14 anos, o projeto é muito importante para que a população conheça as espécies. “As pessoas não as conhecem, apenas abusam e não vem a importância que elas têm para todos”, diz.

A aluna da escola Bidart, Marieli de Moura, 12 anos, relata que o projeto fez com que ela observasse mais o que estava ao seu redor. “Árvores que antes eu não reparava, agora presto atenção, descobri muito com esse estudo”, fala.

Cronograma de atividades na cidade:
● 2014: Projeto de pesquisa “Inventário da Arborização Urbana”.
● 2016: Educação Ambiental, rede de ensino fundamental e médio.
●2017: Inovação tecnológica, QR CODE para a identificação das arvores.
● 2018: Estudo do histórico das árvores e seu significado para a comunidade.

As árvores são um dos componentes mais expressivos da paisagem urbana e desempenham um papel fundamental para a qualidade de vida das pessoas